“Bem amigos da rede Globo, falamos ao vivo da Venezuela e já temos uma notícia importante sobre o time que inicia a partida de hoje. Não é isso, Mauro Naves? Isso mesmo, Galvão, Dunga surpreende e escala Diego no lugar do capitão, Gilberto Silva, suspenso pelo segundo cartão amarelo para enfrentar a Argentina”.
Eis que eu acordo do meu sonho.
Bem que poderia ser verdade. Verdade é que eu não acredito na vitória do Brasil frente aos argentinos. Mas gostaria de ver, sim, um time mais ofensivo com, pelo menos, um meia V-E-R-D-A-D-E-I-R-O de armação no meio-campo.
Não me venham dizer que o Júlio é um meia criativo.
Júlio Baptista, para mim, é volante! Ele faz gols e chega ao ataque porque é oportunista e já fora atacante no início de carreira.
Foi contratado pelo Arsenal como segundo volante.
Agora francamente não acredito que o Dunga será tão ousado. A substituição que ele fizera na última partida, colocando o Fernando, já sabendo que o Gilberto Silva não poderia atuar na final, foi para, digamos, estrear o “menino” na competição. E que estréia: levou um cartão amarelo com menos de dez minutos em campo e nas disputas de pênalti acertou trave.
Será um bom presságio isso?
Já estão preparando as vitrolas em Buenos Aires para tocar os bolachões com os tangos de Carlos Gardel.
O Brasil sem o capitão, Gilberto Silva, será o mesmo taticamente. Não tenho dúvidas.
Falar em capitão, vocês sabem como surgiu esse personagem no futebol?
Vamos voltar no tempo. Mais exatamente ao final do século XIX, quando os ingleses criavam e adequavam as regras para o esporte bretão.
Pois bem. Fazia pouco tempo que a figura do árbitro existia e quando este marcava alguma falta, o time inteiro vinha lhe queixar.
Convenhamos: não é muito diferente de hoje.
Para acabar com aquele fuzuê, os pensadores das regas do futebol, à época, decidiram que só um jogador poderia argumentar com o árbitro. Seria o reclamador oficial do time e para diferenciá-lo dos demais era obrigatório que usasse um bonezinho nos jogos importantes. E foi exatamente por causa desse bonezinho que surgiu a nomenclatura do capitão. É que boné, em inglês, é cap. E quando a escalação dos times ingleses apareceu na imprensa de outros paises, todos pensaram que cap era a abreviação de capitão e todos os times passaram a ter capitão que, logicamente, era o reclamador.
No mínimo curioso.
Mais uma para continuar com a nostalgia.
Há exatamente 77 anos saia o primeiro gol em Copas do Mundo, sabiam?
No dia 13 de julho de 1930, na vitória da França por 4 a 1 sobre o México, no Uruguai, Lucien Laurent abriu o placar da goleada e escreveu o seu nome na história do futebol mundial.
Voltando ao nosso tempo.
Os parabéns às meninas da seleção brasileira que começaram com o pé direito nos jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, com uma goleada por 4 a 0 sobre as uruguaias.
Hoje é a abertura oficial dos jogos e creio eu, sem precisar dos orixás, tarô e do Walter Mercado – por andará o ligue já? – que a festa de abertura vai terminar em samba.
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