quarta-feira, 11 de julho de 2007

Parece que eu já vi esse filme

Eis-me aqui novamente.

Faz mais ou menos uma hora e meia que terminou o jogo entre Brasil e Uruguai pela semifinal da Copa América. E, de novo, assim como em 2004, deu Brasil. E, novamente, nos pênaltis: 5 a 4. Mas vou voltar um pouco no meu pensamento.
Antes de começar a partida, eu conversava com o meu pai a respeito da seleção e ele disse uma coisa para comprovar que o filme seria praticamente o mesmo de três anos atrás, quando a seleção também enfrentara o Uruguai e também vencera nas penalidades.

Comentou o meu bom pai: “o Dunga é discípulo do Parreira”.
Realmente, o Dunga deve ter aprendido muitas coisas sobre o futebol com o Parreira, já que foi o capitão do Brasil e era o homem de confiança do ex-técnico da seleção, na Copa de 1994.
Em 2004, fora Parreira quem comandara o escrete que derrotara os uruguaios, na Copa América. E agora foi a vez do “pequeno gafanhoto”, Dunga, repetir o feito. Mas tão bem repetido que chega parecer irônico! Coisas do futebol? Do destino? Não sei, talvez.
Quiçá quer o destino repetir o filme outra vez.

Mas o futebol apresentado pode ser divido em três tempos.
Primeira parte: até a queda de energia em uma das torres de iluminação, o Brasil jogava bem. Os jogadores estavam trocando de posição dentro de campo, envolvendo a defesa uruguaia. Tanto que o primeiro gol saiu de uma jogada muito bem trabalhada pelos jogadores Maicon, Júlio Baptista, Robinho, Vagner Love e Mineiro.

Veio o apagão.

Naquele momento, eu me lembrei de um jogo ocorrido aqui em Londrina, entre o Londrina Esporte Clube e o Galo Adap Maringá, pelo Campeonato Paranaense deste ano, onde acabou a energia no estádio. Antes da falta de luz, o Londrina vencia por 1 a 0. Reiniciada a partida, o LEC apagou dentro de campo e permitiu o empate da equipe maringaense.

Bom, treze minutos de paralisação no jogo da seleção contra o Uruguai.

A segunda parte recomeça e o arqueiro Doni começa trabalhar. Os uruguaios tentam uma, duas, três, quatro. Até que o “portiere della Roma”, em uma cobrança de escanteio, resolve sair para dar um murro na bola, enrosca-se com um defensor canarinho e a pelota sobre para Forlán guardá-la no fundo das redes. É o empate. Nem preciso dizer, mas já dizendo, que me recordei, de novo, do jogo entre Londrina e Galo Adap. Mas antes de terminar a segunda parte do primeiro tempo, o Brasil acha um gol em um lance de bola parada: 2 a 1. Aí desisti de vez de traçar um paralelo entre o jogo do LEC e do Galo, o jogo da seleção da CBF e do Uruguai e a queda de energia.

Terceira parte: o segundo tempo de jogo começa sem emoção alguma, continua sem qualidade, prossegue sem ousadia por parte dos jogadores da seleção e termina SEM MARCAÇÃO NO SEGUNDO PAU em cima do Abreu!
É, foi o gol de empate dos uruguaios.
Ali, já comecei a me preparar para os pênaltis, pois como disse meu pai: “o Dunga é discípulo do Parreira”.
O tempo vai passando e a partida persiste sem muita coisa.
E termina assim: sem mais nenhum gol: 2 a 2.

Nas penalidades, como já escrevi no início, o Brasil levou a melhor.
Mas se o filme parece ser o mesmo de 2004, só falta a Argentina ser a rival no domingo.
Se assim for, espero que o final seja o mesmo de três anos atrás.
Só que com um futebol de melhor qualidade, pelo amor de Deus!
Se bem que pedir isso ao “pequeno gafanhoto” é muito.

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