quinta-feira, 12 de julho de 2007

Argentina, Sub-20 e Palmeiras

Pois é, e vem mesmo a Argentina outra vez!
Aquele sentimento de “déjà vu” volta a tomar conta. Mas pelo que vi ontem da seleção da Argentina contra o México, o final do filme pode ser bem diferente de 2004.
Aliás, eu não vou ficar em cima do muro, não! Com esse futebol-resultado que a seleção da CBF vem pregando, e com a Argentina, literalmente, voando dentro de campo, o Brasil vai dançar um tango bonito domingo.
Se o Dunga assistiu ao jogo de ontem, ele deve ter pensado: “acho que vou ter que colocar mais um volante no time, porque eles tocam muito rápido a bola no meio-campo. Vamos precisar de mais marcação”.
É que já tem poucos volantes...
Mas, sinceramente, analisando friamente – a rima foi proposital.
Peguemos o retrospecto das duas seleções e o futebol apresentado por elas. Alguém aí ousaria dizer que o Brasil jogou melhor que os argentinos? Acho que não.
Porém, se você acha que sim, tudo bem. Respeito a sua opinião.
Veremos domingo se o filme se repetirá.
Eu não acredito mais.

Falando em filme, lembrei-me do jornalista, escritor e dramaturgo brasileiro, Nelson Rodrigues. Esse entendia de futebol. E muito!
Agora o homônimo dele, o atual técnico da seleção Sub-20, não. NÃO MESMO!
No jogo de hoje, contra a Espanha, válido pelas oitavas-de-final do mundial da categoria, Nelson Rodrigues, o técnico, conseguiu acabar com a seleção brasileira.
Corrijo em tempo: ele estragou a seleção durante a competição toda, com escalações e mudanças malucas, que só ele, e mais ninguém, entendia.
Ele pode até ter um curriculum muito bonito (16 competições disputadas, com 12 títulos e quatro vice-campeonatos), mas na hora que enfrentou seleções de verdade, não soube enxergar o jogo e solucionar os problemas durante as partidas.
E o tal negócio: no quadro negro, na preleção, é tudo lindo. Os X’s desenhados no quadro, que eram os adversários, dentro de campo se movimentaram e ele, mesmo assim, não percebeu. No papel, é sempre lindo. Maravilhoso. Mas na hora que o bola rola, meu amigo, a conversa é outra.
Campanha pífia. Ridícula.
Para dizer bem a verdade, nem merecia ter se classificado para as oitavas.

Para terminar.
Não entendi a negativa e a argumentação da CBF com relação ao pedido do Palmeiras que pretendia entrar em campo, no jogo contra o Grêmio, com o nome do atacante Alemão gravado nas camisas de todos os jogadores para homenageá-lo.
A justificativa foi: “de que a inscrição do nome poderia confundir os árbitros durante a partida no estádio Olímpico”.
Engraçado.
Até 1996, 97, não havia nome gravado nas camisas dos jogadores no Campeonato Brasileiro. Se me lembro bem, eles sempre foram identificados pelos números e eu nunca vi confusão por causa disso.
Vai entender...
De qualquer forma, o Palmeiras vai prestar alguma homenagem ao Alemão.

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