quarta-feira, 22 de julho de 2009

Agora, sim, no Brasil

CAZZAROLA!

Foi a primeira palavra que me veio em mente quando vi a data da minha última postagem. Fiquem tranquilos, pois não é nenhum palavrão. Eu sei, alguns podem me dizer que o termo é utilizado para não proferir um, mas volta a afirmar: “não é e ponto”.
Olha só a definição do vocábulo no dicionário Garzanti: “Usado para não dizer ‘Cazzo’ (este, sim, é), como expressão de estupor e maravilha”. Traçando um paralelo com o português, seria o nosso “Caramba!”.

Bom, voltei ao Brasil, a Florianópolis, junto da minha família e vou procurar contar aos poucos e, resumidamente, o que ocorreu de novembro a março – meus últimos meses na Itália.
Porém, acredito que uma pergunta caiba neste espaço: “Guaita, como foi morar na Itália durante, praticamente, um ano”?
Uma resposta rápida? Hum... Ok. “Não me arrependo, faria tudo de novo e, apesar de parecer um jargão (é, sabe aquelas coisas que jogador de futebol diz quando acaba o jogo: ‘foi uma partida difícil, mas o que vale são os três pontos’), valeu e MUITO a experiência”.

Cheguei ao Brasil em março e trouxe junto, além de minha cidadania italiana reconhecida, momentos e pessoas (os)as quais permanecerão para sempre em meu coração. Dos momentos, posso citar a minha viagem a terra de meus antepassados.
Estive em San Benedetto Po (meu bisnonno nascera lá) e Moglia (nessa cidade meu bisnonno vivera até seus sete, oito anos antes de vir ao Brasil e onde meu trisnonno nascera). Para conhecer a região, fui recebido, na cidade de Pegognaga, por Franco, Grazia e família.
Quem são eles?
Franco, provavelmente, é um primo distante. Falta encontrarmos um documento para comprovar nosso parentesco, mas nem por isso fui tratado de forma diferente. Ele, a esposa e os filhos me receberam muito bem. Levaram-me para vários lugares e me deram uma aula de história sobre Mantova e os Gonzaga.
Também avancei nas minhas pesquisas genealógicas. Contarei em outra oportunidade.

Falando das pessoas, quatro são especiais. Senhor Alessandro e senhora Beatriz, que me hospedaram durante o tempo que estive na Itália. Minha amiga, Nubia, e o marido, Holger, pois se não fossem eles eu jamais teria conhecido o senhor Alessandro e a senhora Beatriz.
Espero, um dia, poder retribuir um pouco de tudo o que vocês fizeram por mim.

Por enquanto é isso.
No mais, deixo a tradução de uma música do Ligabue e o link para o vídeo no youtube.
Un saluto a tutti.

http://www.youtube.com/watch?v=Qkb5QTzEBOw

Coloque no grupo o teu amor.
(Metti in circolo il tuo amore – Ligabue, Giro d’Italia CD2)


Você procurou entender
e ainda não entendeu
pois de entender não se termina nunca.
Você tentou fazer entender
com toda a tua voz
mesmo só un pouco daquilo que é.

Com a raiva aqui se nasce
ou aqui se torna
e você que é um especialista não sabe.
Porque aquilo que te divide
te faz fora e dentro
talvez parta exatamente de quem você é.

Coloque no grupo o teu amor
como quando diz “por que não”?
Coloque no grupo o teu amor
como quando afirma “não sei”
como quando diz “por que não”?

Quantas vidas não entende
portanto não tolera
porque te parece que não entendem você.
Quantos tipos de peixes
e de correntes fortes
porque este mar é como você quer.

Coloque no grupo o teu amor
como faz com uma novidade
Coloque no grupo o teu amor
como quando diz “veremos”
como faz com uma novidade.

E você está do outro lado da onda
E é ali que entendeu
que mais você se opõem e mais te puxa para baixo.
E se sente em uma festa
a qual não tem o convite
por isso agora os convites você os faz.

Coloque no grupo o teu amor
como quando diz “por que não”?
Coloque no grupo o teu amor
como quando afirma “não sei”
como quando diz “por que não”?

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